Cotações Agropecuárias: Cenário geopolítico pode ampliar demanda por soja do BR

As negociações envolvendo os produtos do complexo soja começam a se aquecer no Brasil. Pesquisadores do Cepea indicam que, apesar de este ser um comportamento sazonal para o período, nota-se uma ampliação das relações comerciais com países que anteriormente apresentavam menor demanda.

Além de o Brasil já concentrar a maior demanda global neste período de entrada de safra, o conflito no Oriente Médio pode redirecionar outros compradores ao País, o que intensificaria ainda mais as exportações nacionais. De acordo com o USDA, o Brasil deve ser responsável por atender 61% da demanda global.

Segundo pesquisadores do Cepea, o fechamento no estreito de Ormuz, uma das principais rotas do petróleo mundial, também gera especulações de aumento do preço do combustível e, consequentemente, encarecimento do frete rodoviário. Vale lembrar que o fluxo de caminhões neste período do ano no Brasil já é maior, e o frete vem subindo devido à demanda para a colheita de soja e à intensificação nos embarques brasileiros.

Diante do aumento do frete brasileiro, que tende a reduzir o valor recebido pelos produtores, boa parte desses agentes consultados pelo Cepea já se mostra mais ativa nas vendas da oleaginosa, o que vem elevando a liquidez no mercado spot nacional. Além disso, as vendas foram estimuladas pela proximidade de vencimento de compromissos financeiros e pela recuperação cambial.

MILHO/CEPEA: Indicador segue em alta e opera acima dos R$ 70/sc

Os preços do milho na região consumidora de Campinas (SP) seguem em alta. Segundo pesquisadores do Cepea, os valores são impulsionados pela posição firme de vendedores e pela demanda aquecida. Diante disso, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa já opera acima dos R$ 70/saca de 60 kg, patamar verificado pela última vez em dezembro de 2025.

Produtores consultados pelo Cepea dão prioridade às atividades de campo envolvendo a colheita da safra verão e a semeadura da segunda safra, com poucos agentes atuando de forma pontual. Já consumidores seguem ativos no mercado, em busca de recomposição dos estoques.

Pesquisadores do Cepea ressaltam que as maiores valorizações do cereal ainda são observadas nas regiões consumidoras e nas quais produtores têm dado preferência à negociação da soja. Já no Sul do País, que atualmente é o maior produtor de safra verão do cereal e está com a colheita um pouco mais adiantada que em anos anteriores, os preços seguem em queda.

Quanto ao atual conflito entre os Estados Unidos e o Irã, o contexto vem deixando agentes consultados pelo Cepea em alerta, sobretudo os exportadores. Isso porque o Irã se tornou recentemente um importante comprador do cereal brasileiro – em 2025, o país foi o maior destino do milho nacional, recebendo 9 milhões de toneladas, praticamente o dobro do ano anterior (4,33 milhões de toneladas), segundo apontam dados da Secex.

Pesquisadores do Centro de Pesquisas ressaltam que, no entanto, como as exportações brasileiras de milho tendem a ser intensificadas apenas no segundo semestre, agentes, por ora, apenas acompanham os possíveis impactos para os próximos meses.

(Com Cepea)

CURITIBA

Milho – R$ 56

Soja – R$ 118,25

Trigo – R$ 57

Boi – R$ 340

Suíno –  \\\

FRANCISCO BELTRÃO

Milho – R$ 56

Soja – R$ 119

Trigo – R$ 64

Boi – R$ 350

Suíno – \\\

CASCAVEL 

Milho – R$ 53

Soja – R$ 117

Trigo – R$ 62

Boi – R$ 320

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