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09 de junho de 2026

Onde está a força do amendoim paulista? O amendoim é uma das culturas mais relevantes do agronegócio paulista e tem uma...

Robert Caracik Jr.

Colunista Alyss

Onde está a força do amendoim paulista?

O amendoim é uma das culturas mais relevantes do agronegócio paulista e tem uma...

Onde está a força do amendoim paulista? O amendoim é uma das culturas mais relevantes do agronegócio paulista e tem uma característica muito interessante: sua produção não está espalhada de forma aleatória pelo estado. Ela se concentra em polos regionais bem definidos, onde produtores, cooperativas, fornecedores, técnicos e instituições formam uma cadeia produtiva especializada. Em levantamento realizado pelo Alyss com base em dados municipais de produção agrícola e informações territoriais do CAR/SICAR, foram identificados 228 municípios paulistas com produção registrada de amendoim em casca. A produção total analisada chegou a 781.969 toneladas, com área colhida de 192.020 hectares e produtividade média ponderada de aproximadamente 4.072 kg por hectare. Um dos pontos mais relevantes do levantamento é o grau de concentração regional. Os 10 maiores municípios produtores respondem por cerca de 33,6% da produção paulista. Quando ampliamos para os 20 maiores, a participação sobe para aproximadamente 49%. Já os 30 principais municípios concentram quase 60% da produção estadual. Esse dado mostra que a cadeia do amendoim em São Paulo possui polos claros de produção. Para produtores, técnicos, cooperativas, sindicatos e fornecedores, essa concentração cria uma oportunidade importante: fortalecer a troca de informações dentro das regiões onde a cultura já tem escala, conhecimento acumulado e presença econômica relevante. No ranking estadual, Rancharia aparece como o principal município produtor, com 49.518 toneladas de amendoim em casca, área colhida de 10.500 hectares e produtividade média de 4.716 kg por hectare. O município representa sozinho cerca de 6,33% da produção paulista analisada. Na sequência aparecem municípios como Tupã, Jaboticabal, Quintana, Herculândia, Pompéia, Marília, Getulina, Itápolis e Oriente. Juntos, esses municípios reforçam a importância de regiões como Presidente Prudente, Marília, Tupã, Ribeirão Preto, Araraquara, Bauru e Lins na geografia produtiva do amendoim paulista. Outro aspecto importante vem do cruzamento com dados territoriais do CAR/SICAR. Em Rancharia, por exemplo, foram identificados mais de 1.200 imóveis rurais ativos no CAR, com área ativa superior a 157 mil hectares. A área média dos imóveis é de aproximadamente 128 hectares, mas a mediana fica próxima de 27 hectares, o que indica uma presença expressiva de pequenos e médios imóveis rurais, além de grandes propriedades. Essa leitura é importante porque mostra que o desenvolvimento da cadeia não depende apenas dos grandes volumes de produção. Ele também depende da capacidade de conectar produtores de diferentes portes, compartilhar conhecimento técnico, divulgar alertas regionais, aproximar instituições e facilitar o acesso a informações úteis para a tomada de decisão. Para a cadeia do amendoim, a informação regional pode fazer diferença em vários momentos: planejamento de safra, manejo, comercialização, eventos técnicos, prevenção de riscos, troca de experiências e aproximação com fornecedores e entidades representativas. O Alyss acredita que comunidades digitais regionais podem ajudar a fortalecer essa conexão. Ao reunir produtores, técnicos, fornecedores, sindicatos, cooperativas e instituições em uma rede profissional do agro, torna-se possível transformar dados territoriais em relacionamento, colaboração e geração de valor para quem está no campo. O amendoim paulista já tem força produtiva. O próximo passo é ampliar a força da conexão entre todos os agentes que fazem essa cadeia acontecer.

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