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Tanabi: o município líder da borracha natural em São Paulo
Com 14.016 toneladas produzidas em 2022, o município respondeu por 5,33% da produção estadual e registrou o maior valor de produção entre os municípios paulistas. Tanabi ocupa posição de destaque na cadeia da borracha natural em São Paulo. No levantamento realizado pelo Alyss com base nos dados da PAM/IBGE 2022, o município aparece como o maior produtor paulista de borracha, identificada na base como borracha/látex coagulado. Em 2022, Tanabi registrou produção de 14.016 toneladas, com área plantada e área colhida de 4.380 hectares. A produtividade média foi de 3.200 kg por hectare, acima da média estadual paulista, que ficou em torno de 2.917 kg por hectare no mesmo ano. Com esse desempenho, Tanabi respondeu por aproximadamente 5,33% da produção estadual de borracha natural. O valor da produção no município chegou a R$ 68,364 milhões, o maior entre os municípios paulistas analisados. Esses números colocam Tanabi em uma posição estratégica. A liderança do município não se explica apenas pelo volume produzido, mas também pela combinação entre área relevante, produtividade acima da média e forte participação no valor econômico da cadeia. A borracha natural tem uma dinâmica diferente de culturas anuais. A seringueira é uma cultura perene, que exige planejamento de longo prazo, manejo contínuo, mão de obra especializada para sangria, acompanhamento técnico, organização da produção e relacionamento regular com compradores e beneficiadores. Nesse contexto, municípios líderes como Tanabi funcionam como referências territoriais. Onde há produção em escala, também há concentração de conhecimento prático, prestadores de serviço, fornecedores, técnicos, compradores e experiências acumuladas pelos produtores ao longo dos anos. Para a cadeia da borracha natural, essa inteligência regional é muito importante. Informações sobre produtividade, sanidade dos seringais, disponibilidade de mão de obra, preços, logística, eventos técnicos e riscos climáticos podem gerar valor direto para o produtor quando circulam de forma rápida e confiável. Na época de seca, por exemplo, alertas sobre incêndios se tornam especialmente relevantes. Em regiões com presença de seringais, a comunicação entre produtores, vizinhos, técnicos e instituições pode ajudar a proteger áreas produtivas, propriedades e comunidades rurais. É nesse ponto que o Alyss pode contribuir. Ao conectar produtores, técnicos, fornecedores, sindicatos, cooperativas, compradores e instituições em uma comunidade digital profissional do agro, o aplicativo ajuda a transformar o território produtivo em uma rede de informação, relacionamento e apoio à decisão. Tanabi mostra que a borracha natural paulista possui polos produtivos fortes e bem definidos. O município lidera a produção estadual, reúne escala econômica relevante e representa um ponto estratégico para iniciativas de conexão, mobilização e fortalecimento da cadeia. A liderança de Tanabi na borracha natural em São Paulo reforça uma mensagem importante: produção não é apenas volume. É território, conhecimento, rede e decisão.

Onde está a produção de látex em São Paulo?
A produção de borracha natural em São Paulo tem uma característica muito importante: ela está presente em muitos municípios, mas também apresenta polos produtivos bem definidos. Essa combinação de amplitude territorial com concentração regional ajuda a explicar por que o estado ocupa posição de liderança nacional na cadeia da seringueira. Levantamento realizado pelo Alyss com base nos dados da PAM/IBGE 2022 mostra que a cultura da borracha, identificada como borracha/látex coagulado, aparece com área plantada em 256 municípios paulistas. Desse total, 253 municípios registraram área colhida, produção e valor da produção no ano analisado. Em 2022, São Paulo registrou 90.387 hectares de área plantada, 90.157 hectares de área colhida e 262.951 toneladas produzidas. O valor da produção chegou a aproximadamente R$ 1,183 bilhão, com produtividade média estadual de 2.917 kg por hectare, ou cerca de 2,91 toneladas por hectare. Quando observamos a distribuição por município, o interior paulista aparece como o grande território da borracha natural. A produção se concentra principalmente em áreas do noroeste, norte e oeste do estado, com destaque para municípios ligados às regiões de São José do Rio Preto, Barretos, Araçatuba, Presidente Prudente e Marília. O principal município produtor em 2022 foi Tanabi, com 14.016 toneladas, representando aproximadamente 5,33% da produção paulista. Em seguida aparecem Barretos, com 9.590 toneladas; Cosmorama, com 7.756 toneladas; Monte Aprazível, com 7.197 toneladas; e Olímpia, com 7.180 toneladas. Também se destacam Mirassol, Bálsamo, Buritama, Nhandeara e José Bonifácio, formando um conjunto de municípios que confirma a força da heveicultura no noroeste paulista. Os 10 maiores municípios produtores responderam por cerca de 28,95% da produção estadual. Quando ampliamos a análise para os 20 maiores, a participação chega a 44,80%. Já os 30 principais municípios concentram 56,40% da produção paulista. Esses números mostram que a cadeia da borracha natural em São Paulo não depende apenas de um ou dois polos isolados. Ela é distribuída, mas tem centros produtivos relevantes, capazes de orientar ações regionais de assistência técnica, comunicação, comercialização, prevenção de riscos e fortalecimento institucional. Esse desenho territorial é especialmente importante porque a seringueira é uma cultura perene. Diferentemente de culturas anuais, a produção de látex exige planejamento de longo prazo, manutenção contínua dos seringais, manejo adequado, disponibilidade de mão de obra para sangria e relação regular com compradores e beneficiadores. Por isso, a informação regional tem valor estratégico. Produtores de municípios próximos muitas vezes enfrentam desafios semelhantes: clima, pragas, doenças, incêndios, produtividade, custo de mão de obra, logística e oscilações de mercado. Quando essas informações circulam melhor, a cadeia inteira ganha capacidade de resposta. Na época de seca, por exemplo, alertas regionais de incêndio são especialmente importantes. Em áreas com presença de seringais, a comunicação rápida entre produtores, vizinhos, técnicos e instituições pode ajudar a proteger propriedades, lavouras e comunidades rurais. Para sindicatos, cooperativas, associações, compradores e fornecedores, conhecer a geografia da produção também é essencial. A identificação dos principais municípios produtores permite organizar melhor eventos técnicos, campanhas de orientação, iniciativas de relacionamento e estratégias de apoio ao produtor. É nesse contexto que o Alyss pode contribuir. Ao conectar produtores, técnicos, fornecedores, sindicatos, cooperativas e instituições em uma comunidade digital profissional do agro, o aplicativo ajuda a transformar território em rede e dados em decisões práticas. A produção de látex em São Paulo está espalhada por mais de 250 municípios, mas seus principais polos mostram onde a cadeia tem maior densidade, escala e potencial de mobilização. Entender onde está essa produção é o primeiro passo para fortalecer a conexão entre os agentes que fazem a borracha natural paulista acontecer. Municípios com área plantada 256 Municípios com produção registrada 253 Produção estadual 262.951 t Valor da produção R$ 1,183 bilhão Top 10 municípios 28,95% da produção Top 20 municípios 44,80% da produção Top 30 municípios 56,40% da produção Município líder Tanabi

“São Paulo lidera a produção nacional de borracha natural”
A produção de borracha natural em São Paulo tem uma dimensão territorial expressiva. Em levantamento preliminar realizado pelo Alyss com base em dados municipais do IBGE/PAM 2022, a cultura da borracha, identificada no painel como borracha/látex coagulado, aparece registrada em 256 municípios paulistas. Esse número revela um ponto importante: a cadeia da seringueira não está restrita a poucos municípios isolados. Ela forma uma rede produtiva ampla, especialmente concentrada no interior paulista, com forte presença visual nas regiões noroeste, norte e oeste do estado. Segundo os dados analisados, São Paulo registrou em 2022 aproximadamente 90.387 hectares de área plantada, 90.157 hectares de área colhida e 262.951 toneladas de produção. A produtividade média estadual ficou em torno de 2,91 toneladas por hectare, enquanto o valor da produção alcançou cerca de R$ 1,176 bilhão, considerando a unidade monetária apresentada no painel. Esses números mostram que a borracha natural é uma cadeia de alta relevância econômica e territorial para o agro paulista. Diferentemente de culturas temporárias, como grãos e oleaginosas de ciclo anual, a seringueira tem uma dinâmica própria. Trata-se de uma cultura perene, que exige planejamento de longo prazo, manejo contínuo, mão de obra especializada para a sangria, organização produtiva e relação consistente com compradores, beneficiadores e indústrias. Essa característica torna a informação regional ainda mais importante. Para o produtor de seringueira, decisões sobre manejo, produtividade, sanidade, mão de obra, preço, comercialização e renovação de áreas dependem de informações confiáveis e conectadas à realidade local. O mapa analisado mostra uma presença expressiva da cultura no interior paulista, com destaque visual para áreas próximas a polos como São José do Rio Preto, Barretos, Votuporanga, Fernandópolis, Araçatuba, Presidente Prudente e Marília. Municípios como Tanabi, Barretos, Olímpia, Monte Aprazível, Mirassol, Cosmorama, Bálsamo, Buritama, Nhandeara, Guapiaçu, Colina, Macaubal, Colômbia, Américo de Campos, Urânia e Ubarana aparecem entre os pontos relevantes no gráfico de produtividade e valor produzido. Essa distribuição reforça a necessidade de olhar para a borracha natural não apenas como uma cultura agrícola, mas como uma cadeia regionalizada. Onde há produção, há também produtores, propriedades rurais, técnicos, sindicatos, cooperativas, fornecedores, prestadores de serviço, compradores e agentes institucionais que dependem de boa circulação de informação. Em cadeias perenes, a conexão entre os agentes pode gerar ganhos importantes. Alertas sobre clima, pragas, doenças, incêndios, manejo, mercado e oportunidades regionais podem ajudar produtores a tomar decisões melhores e a reduzir riscos. Na época de seca, por exemplo, alertas sobre incêndios ganham relevância especial para proteger áreas produtivas, propriedades e comunidades rurais. O Alyss enxerga nessa cadeia uma oportunidade clara de fortalecimento territorial. Ao reunir produtores, técnicos, fornecedores, sindicatos, cooperativas e instituições em uma comunidade digital profissional do agro, é possível transformar dados regionais em relacionamento, informação útil e tomada de decisão mais rápida. O primeiro raio X da borracha natural em São Paulo mostra uma cultura com presença ampla, valor econômico relevante e forte potencial de mobilização regional. O próximo passo será aprofundar a leitura por município, identificando os principais polos produtivos, os municípios com maior valor de produção, os de maior produtividade e as regiões com maior potencial para ações de conexão e ativação do Alyss. A borracha natural paulista tem território, produção e relevância econômica. Agora, o desafio é transformar essa base produtiva em uma rede cada vez mais conectada, colaborativa e preparada para os desafios do campo. SP responde por 61,3% da produção nacional em 2024; produção paulista cresceu 47,7% entre 2015 e 2024; área colhida cresceu 58,9%; valor da produção cresceu 191,4%; produtividade média caiu 7,0%, abrindo discussão sobre manejo, renovação de áreas e eficiência.

El Niño, La Niña e os impactos jurídicos dos riscos climáticos no agronegócio O agronegócio sempre conviveu com um fato...
El Niño, La Niña e os impactos jurídicos dos riscos climáticos no agronegócio O agronegócio sempre conviveu com um fator que escapa ao controle humano: o clima. Por mais avançadas que sejam as tecnologias empregadas no campo, ainda não existe ferramenta capaz de eliminar completamente os efeitos de secas, geadas, chuvas excessivas ou eventos climáticos extremos. O que existe é a possibilidade de gestão desses riscos. Nas últimas décadas, fenômenos como El Niño e La Niña deixaram de ser assuntos restritos aos meteorologistas para ocupar espaço permanente nas decisões estratégicas do produtor rural. Alterações nos regimes de chuva, nas temperaturas e nos ciclos produtivos têm impactos diretos sobre a produtividade, os custos de produção e a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas ao longo da safra. O problema é que muitas vezes o debate se concentra apenas nos impactos agronômicos, deixando em segundo plano uma questão igualmente relevante: os efeitos jurídicos decorrentes dos eventos climáticos. Quando uma quebra de safra ocorre por fatores climáticos severos, surgem dúvidas que podem gerar conflitos importantes. O produtor conseguirá cumprir um contrato de entrega futura? Haverá responsabilidade pelo descumprimento? O evento climático caracteriza caso fortuito ou força maior? Como ficam operações de crédito, CPRs, contratos de barter e compromissos assumidos perante compradores e fornecedores? A resposta para essas perguntas raramente é simples. Cada situação exige análise individualizada, levando em consideração as cláusulas contratuais, a previsibilidade do evento, as medidas preventivas adotadas e a documentação produzida ao longo da operação. Em muitos casos, a diferença entre uma solução negociada e um litígio complexo está justamente na qualidade dos documentos existentes. Por isso, a gestão de riscos climáticos não deve ser tratada apenas sob a ótica da produção. Ela precisa integrar a estratégia empresarial da atividade rural. Contratos bem elaborados, cláusulas específicas sobre eventos climáticos, documentação adequada, seguro rural e planejamento financeiro são ferramentas que ajudam a reduzir vulnerabilidades. Outro aspecto importante é que os eventos climáticos extremos tendem a se tornar mais frequentes. Independentemente da intensidade futura do El Niño ou da La Niña, a tendência é que o produtor rural conviva com um ambiente cada vez mais desafiador e menos previsível. Nesse cenário, a preparação passa a ser tão importante quanto a capacidade de reação. Quem estrutura previamente seus contratos, organiza suas informações e adota mecanismos de proteção consegue enfrentar períodos de adversidade com maior segurança e menor exposição a conflitos. No campo, ninguém controla o clima. Mas é possível controlar a forma como se prepara para enfrentar seus impactos. Até a próxima semana.

Chefe da Embrapa Territorial inova analisando relações bilaterais dos países com os quais o Brasil jogará na Copa
Por Gustavo Spadotti - Chefe da Embaapa Territorial Confesso que quando saiu o grupo do Brasil, minha primeira reação não foi sobre o Vini Jr. ou se o Neymar seria convocado. Foi sobre fosfato!!! Quando você trabalha com inteligência #territorial estratégica e análise do agronegócio, é impossível ver a camisa de Marrocos entrar em campo no sábado e não pensar que eles tem as maiores reservas de rocha fosfática sedimentar do planeta, insumo crítico para os fertilizantes que alimentam a nossa lavoura pela extração da OCP Group. O Brasil importa mais de US$ 14 bilhões em fertilizantes por ano. E esses dois países vão se encontrar em Nova York no sábado, 13 de junho. É futebol. Mas também é #geopolítica do agronegócio. Por isso, durante toda a Copa do Mundo 2026, vou publicar aqui uma série. A cada jogo do Brasil, uma análise de comércio exterior bilateral. Quem somos nós para cada adversário no tabuleiro do agronegócio global? O que exportamos, o que importamos, onde há oportunidade real e onde há risco estrutural? Com método. Com dados. Com a lente da inteligência, gestão e monitoramento territorial estratégico que é o DNA da Embrapa Territorial. Porque território não é apenas chão. É decisão. E cada adversário em campo é também um parceiro em potencial no tabuleiro que realmente importa. 👇 Qual dos três primeiros adversários do Brasil tem o relacionamento comercial mais subestimado conosco? #ComexNaCopa #EmbrapaTerritorial #AgronegócioGlobal #CopaDoMundo2026 #GeopolíticaDoAgro #InteligênciaTerritorial Embrapa

Jaboticabal: tecnologia, rotação e força produtiva no amendoim paulista
“Jaboticabal: onde o amendoim encontra tecnologia e integração regional” Jaboticabal está entre os três maiores produtores de amendoim de São Paulo Com 30.800 toneladas produzidas em 2022, o município reforça a importância da tecnologia, da rotação de culturas e da integração regional para a cadeia do amendoim. Jaboticabal ocupa uma posição de destaque na produção paulista de amendoim em casca. No levantamento realizado pelo Alyss com base em dados municipais de produção agrícola, o município aparece entre os três maiores produtores do estado, reforçando sua importância dentro da cadeia produtiva do amendoim em São Paulo. Em 2022, Jaboticabal registrou produção de 30.800 toneladas de amendoim em casca, com área colhida de 7.700 hectares e produtividade média de 4.000 kg por hectare. Com esse desempenho, o município respondeu por aproximadamente 3,94% da produção paulista analisada, ocupando o 3º lugar no ranking estadual. A relevância de Jaboticabal não está apenas no volume produzido. O município está inserido em uma região de agricultura altamente estruturada, com presença de produtores profissionalizados, fornecedores especializados, cooperativas, assistência técnica e forte integração com outras cadeias agrícolas. Esse contexto torna Jaboticabal especialmente interessante para a cultura do amendoim. Em regiões com presença expressiva de cana-de-açúcar, o amendoim tem papel importante em sistemas de rotação de culturas, contribuindo para o uso mais eficiente do solo, diversificação produtiva e organização da atividade agrícola ao longo do tempo. A produção de amendoim em áreas tecnificadas exige planejamento, manejo adequado, conhecimento de solo, atenção ao calendário agrícola e boa articulação entre produtores, técnicos e empresas. Por isso, municípios como Jaboticabal mostram como a força da cultura não depende apenas da área plantada, mas também da capacidade regional de reunir conhecimento, tecnologia e organização produtiva. Para produtores, a troca de informações sobre manejo, clima, pragas, mercado, eventos técnicos e oportunidades regionais pode fazer diferença no dia a dia. Quando essas informações circulam de forma rápida e confiável, a cadeia produtiva ganha eficiência e capacidade de resposta. É nesse ponto que o Alyss enxerga uma oportunidade. Ao conectar produtores, técnicos, fornecedores, cooperativas, sindicatos e instituições em uma comunidade digital profissional do agro, o aplicativo pode ajudar a fortalecer a circulação de conhecimento e a integração regional. Jaboticabal representa um perfil estratégico dentro do amendoim paulista: produção relevante, ambiente agrícola tecnificado e potencial de articulação entre diferentes agentes da cadeia. Essa combinação faz do município um dos polos mais importantes para iniciativas de relacionamento, inovação e fortalecimento da cultura. O amendoim paulista tem em Jaboticabal um exemplo de como tradição agrícola, tecnologia e integração regional podem caminhar juntas. Quanto mais conectados estiverem os produtores e parceiros da região, maior será a capacidade de gerar valor para toda a cadeia.

Tupã: tradição e força produtiva na cadeia do amendoim paulista
Tupã ocupa uma posição de destaque na cadeia do amendoim em São Paulo. No levantamento realizado pelo Alyss com base nos dados municipais de produção agrícola, o município aparece entre os maiores produtores do estado, reforçando o papel da Alta Paulista como uma das regiões mais importantes para essa cultura. Em 2022, Tupã registrou 33.750 toneladas de produção de amendoim em casca, com 7.500 hectares de área colhida e produtividade média de 4.500 kg por hectare. Com esse desempenho, o município respondeu por aproximadamente 4,32% da produção paulista analisada. Esse resultado confirma a relevância de Tupã no mapa do amendoim paulista. Mais do que um número expressivo de produção, o município representa uma região com tradição agrícola, presença de produtores especializados, interação com fornecedores, participação institucional e forte ligação com a dinâmica regional do agro. Quando observamos Tupã dentro do contexto da Alta Paulista, fica ainda mais evidente o valor estratégico do município. A região reúne outros polos importantes da cultura, formando um ambiente produtivo com escala, circulação de conhecimento e potencial para aprofundar a conexão entre produtores, técnicos, cooperativas, revendas e entidades representativas. No levantamento territorial utilizado pelo Alyss, Tupã também se destaca por sua base de imóveis rurais cadastrados no CAR, o que reforça a existência de uma estrutura rural ampla e ativa. Isso é importante porque mostra que a força do município não está apenas na produção, mas também em sua base territorial e em sua capacidade de mobilizar diferentes perfis de produtores. Em cadeias regionais como a do amendoim, a conexão entre os agentes faz diferença. Alertas, boas práticas, oportunidades, eventos técnicos e troca de experiências ganham muito mais valor quando circulam dentro de uma comunidade agrícola viva e conectada. É nesse contexto que Tupã se posiciona como um município estratégico para o fortalecimento da cadeia do amendoim. Sua combinação de produção relevante, presença territorial e inserção regional cria condições favoráveis para ampliar relacionamento, cooperação e acesso à informação útil para quem vive do campo. O amendoim tem em Tupã um dos seus principais pontos de apoio em São Paulo. E quanto mais conectados estiverem os produtores e instituições da região, maior tende a ser a capacidade de gerar valor, compartilhar conhecimento e fortalecer toda a cadeia produtiva. Números-chave de Tupã Produção de amendoim 33.750 t Área colhida 7.500 ha Produtividade média 4.500 kg/ha Participação em SP 4,32%

Quintana fortalece a Alta Paulista como território estratégico do amendoim.
Quintana ocupa uma posição de grande relevância na cadeia do amendoim em São Paulo. No levantamento realizado pelo Alyss com base em dados municipais de produção agrícola, o município aparece como o 4º maior produtor paulista de amendoim em casca. Em 2022, Quintana registrou produção de 29.250 toneladas, com área colhida de 6.500 hectares e produtividade média de 4.500 kg por hectare. Com esse desempenho, o município respondeu por aproximadamente 3,74% da produção paulista analisada. Esses números colocam Quintana entre os principais polos produtivos do estado e reforçam a importância da Alta Paulista como território estratégico para a cultura do amendoim. A proximidade com outros municípios fortes na cadeia, como Tupã, Herculândia, Pompéia, Marília, Iacri, Oriente e Arco-Íris, cria um ambiente regional favorável à troca de informações, experiências e boas práticas. A força de Quintana não deve ser vista apenas pelo volume produzido. O município faz parte de uma região onde a cultura do amendoim tem escala, tradição e presença de produtores especializados. Esse contexto favorece a circulação de conhecimento técnico, a realização de eventos, a atuação de fornecedores e o fortalecimento de relações entre produtores e instituições locais. Em uma cadeia produtiva regionalizada, como a do amendoim paulista, a informação tem papel essencial. Alertas sobre clima, manejo, pragas, incêndios, colheita, mercado e oportunidades locais podem ajudar produtores a tomar decisões mais rápidas e bem orientadas. É nesse cenário que o Alyss busca contribuir. Ao aproximar produtores, técnicos, fornecedores, sindicatos, cooperativas e entidades em uma comunidade digital profissional do agro, o aplicativo permite que informações úteis circulem com mais agilidade dentro da própria região produtiva. Quintana representa um exemplo claro de município com produção expressiva e forte inserção regional. Sua posição no ranking paulista reforça seu papel como ponto estratégico para ações de conexão, comunicação e fortalecimento da cadeia do amendoim. Quanto mais conectados estiverem os produtores e parceiros da região, maior será a capacidade de transformar informação em resultado para o campo.

Como a informação regional fortalece a cadeia do amendoim
A cadeia do amendoim em São Paulo tem uma característica muito importante: ela é fortemente regionalizada. A produção se concentra em polos formados por municípios próximos, produtores especializados, cooperativas, sindicatos, revendas, técnicos, prestadores de serviço e eventos ligados à cultura. Essa concentração cria uma grande oportunidade. Quando a informação circula melhor dentro de uma região produtiva, toda a cadeia pode ganhar eficiência. Em culturas como o amendoim, decisões importantes dependem de contexto local. Condições climáticas, janela de plantio, manejo de solo, ocorrência de pragas, disponibilidade de serviços, logística, colheita, armazenagem e comercialização variam de uma região para outra. Por isso, a informação mais útil muitas vezes não é genérica: ela é regional. Saber o que está acontecendo em municípios próximos pode ajudar o produtor a se preparar melhor. Um alerta sobre clima, uma observação sobre manejo, uma experiência compartilhada por outro produtor, a divulgação de um evento técnico ou a indicação de um fornecedor podem ter impacto direto na rotina do campo. A informação regional também fortalece a capacidade de resposta. Quando produtores e técnicos estão conectados, problemas podem ser identificados mais cedo, soluções circulam mais rápido e boas práticas chegam a mais pessoas. Isso reduz isolamento, aproxima agentes da cadeia e cria um ambiente mais colaborativo. No levantamento realizado pelo Alyss sobre o amendoim paulista, ficou claro que a produção está organizada em polos. Municípios como Rancharia, Tupã, Jaboticabal, Quintana, Herculândia, Pompéia, Marília, Oriente, Iacri e Arco-Íris mostram que a força da cultura não depende apenas de propriedades individuais, mas também da dinâmica regional onde elas estão inseridas. Para sindicatos rurais, cooperativas, associações e revendas, essa leitura é estratégica. Ao compreender onde estão os polos produtivos e como os produtores se distribuem no território, torna-se possível organizar melhor ações de comunicação, eventos, campanhas técnicas e iniciativas de apoio ao produtor. Para os produtores, o ganho está no acesso a uma rede mais próxima da sua realidade. Em vez de receber apenas informações amplas e distantes, ele pode acompanhar conteúdos, alertas e conversas relacionados ao seu município, sua cultura e sua região. É nesse ponto que a tecnologia pode contribuir. Uma comunidade digital profissional do agro permite reunir produtores, técnicos, fornecedores e instituições em um mesmo ambiente, facilitando a circulação de informações úteis e a criação de conexões locais. O Alyss foi criado com essa visão: aproximar quem vive o agro, valorizar o território e fortalecer comunidades produtivas. No caso do amendoim paulista, isso significa conectar produtores e parceiros dentro dos polos onde a cultura já tem escala, tradição e importância econômica. A informação regional não substitui a experiência do produtor. Pelo contrário: ela amplia o alcance dessa experiência. Quando o conhecimento de campo é compartilhado, ele deixa de beneficiar apenas uma propriedade e passa a fortalecer toda uma cadeia. O futuro do agro será cada vez mais conectado. E, para cadeias como a do amendoim, essa conexão começa pelo território: pelo município, pela região, pelas pessoas e pelas informações que circulam entre elas. Quanto melhor a informação regional, mais forte se torna a cadeia produtiva.

Rancharia: por que o município lidera o amendoim paulista? Quando se observa a geografia do amendoim em São Paulo, Ranc...
Rancharia: por que o município lidera o amendoim paulista? Quando se observa a geografia do amendoim em São Paulo, Rancharia aparece em posição de destaque. No levantamento realizado pelo Alyss com base em dados municipais de produção agrícola, o município ocupa a primeira posição no ranking paulista de produção de amendoim em casca. Em 2022, Rancharia registrou produção de 49.518 toneladas de amendoim em casca, com área colhida de 10.500 hectares e produtividade média de 4.716 kg por hectare. Com esse desempenho, o município respondeu por aproximadamente 6,33% da produção paulista analisada. Esse resultado não deve ser visto apenas como um número isolado. Ele revela a existência de uma base produtiva consolidada, com escala agrícola, conhecimento regional acumulado e uma cadeia local que pode ser fortalecida por meio de maior conexão entre produtores, técnicos, fornecedores e instituições. Além da liderança em volume produzido, Rancharia também se destaca quando cruzamos os dados agrícolas com informações territoriais do CAR/SICAR. No município, foram identificados mais de 1.200 imóveis rurais ativos no CAR, somando uma área superior a 157 mil hectares. A área média dos imóveis é de aproximadamente 128 hectares, enquanto a mediana fica próxima de 27 hectares. Essa diferença entre média e mediana mostra um ponto importante: Rancharia possui propriedades de diferentes portes. Há grandes áreas rurais, mas também uma presença expressiva de pequenos e médios imóveis. Para a cadeia do amendoim, isso reforça a importância de criar canais de comunicação que consigam alcançar diferentes perfis de produtores. Em um município com essa estrutura, a circulação de informação pode gerar valor em vários níveis. Alertas sobre clima, pragas, manejo, segurança, oportunidades comerciais, eventos técnicos e boas práticas regionais podem chegar mais rapidamente aos produtores quando existe uma rede conectada. É nesse contexto que o Alyss enxerga uma oportunidade para Rancharia e para os demais polos do amendoim paulista. Mais do que mapear onde a produção acontece, o objetivo é ajudar a conectar quem faz essa produção acontecer. A força de Rancharia está na combinação entre produção expressiva, base territorial ampla e presença de produtores de diferentes perfis. Essa combinação torna o município um ponto estratégico para iniciativas de integração regional, troca de conhecimento e fortalecimento da cadeia produtiva. Para sindicatos rurais, cooperativas, revendas, técnicos e lideranças locais, Rancharia representa um território com alto potencial de mobilização. Para os produtores, representa a chance de participar de uma comunidade digital voltada ao agro, com foco em informação prática, relacionamento profissional e conexão regional. O amendoim já colocou Rancharia em posição de liderança no estado. O próximo passo é transformar essa força produtiva em uma rede cada vez mais conectada, colaborativa e preparada para os desafios do campo.

Onde está a força do amendoim paulista? O amendoim é uma das culturas mais relevantes do agronegócio paulista e tem uma...
Onde está a força do amendoim paulista? O amendoim é uma das culturas mais relevantes do agronegócio paulista e tem uma característica muito interessante: sua produção não está espalhada de forma aleatória pelo estado. Ela se concentra em polos regionais bem definidos, onde produtores, cooperativas, fornecedores, técnicos e instituições formam uma cadeia produtiva especializada. Em levantamento realizado pelo Alyss com base em dados municipais de produção agrícola e informações territoriais do CAR/SICAR, foram identificados 228 municípios paulistas com produção registrada de amendoim em casca. A produção total analisada chegou a 781.969 toneladas, com área colhida de 192.020 hectares e produtividade média ponderada de aproximadamente 4.072 kg por hectare. Um dos pontos mais relevantes do levantamento é o grau de concentração regional. Os 10 maiores municípios produtores respondem por cerca de 33,6% da produção paulista. Quando ampliamos para os 20 maiores, a participação sobe para aproximadamente 49%. Já os 30 principais municípios concentram quase 60% da produção estadual. Esse dado mostra que a cadeia do amendoim em São Paulo possui polos claros de produção. Para produtores, técnicos, cooperativas, sindicatos e fornecedores, essa concentração cria uma oportunidade importante: fortalecer a troca de informações dentro das regiões onde a cultura já tem escala, conhecimento acumulado e presença econômica relevante. No ranking estadual, Rancharia aparece como o principal município produtor, com 49.518 toneladas de amendoim em casca, área colhida de 10.500 hectares e produtividade média de 4.716 kg por hectare. O município representa sozinho cerca de 6,33% da produção paulista analisada. Na sequência aparecem municípios como Tupã, Jaboticabal, Quintana, Herculândia, Pompéia, Marília, Getulina, Itápolis e Oriente. Juntos, esses municípios reforçam a importância de regiões como Presidente Prudente, Marília, Tupã, Ribeirão Preto, Araraquara, Bauru e Lins na geografia produtiva do amendoim paulista. Outro aspecto importante vem do cruzamento com dados territoriais do CAR/SICAR. Em Rancharia, por exemplo, foram identificados mais de 1.200 imóveis rurais ativos no CAR, com área ativa superior a 157 mil hectares. A área média dos imóveis é de aproximadamente 128 hectares, mas a mediana fica próxima de 27 hectares, o que indica uma presença expressiva de pequenos e médios imóveis rurais, além de grandes propriedades. Essa leitura é importante porque mostra que o desenvolvimento da cadeia não depende apenas dos grandes volumes de produção. Ele também depende da capacidade de conectar produtores de diferentes portes, compartilhar conhecimento técnico, divulgar alertas regionais, aproximar instituições e facilitar o acesso a informações úteis para a tomada de decisão. Para a cadeia do amendoim, a informação regional pode fazer diferença em vários momentos: planejamento de safra, manejo, comercialização, eventos técnicos, prevenção de riscos, troca de experiências e aproximação com fornecedores e entidades representativas. O Alyss acredita que comunidades digitais regionais podem ajudar a fortalecer essa conexão. Ao reunir produtores, técnicos, fornecedores, sindicatos, cooperativas e instituições em uma rede profissional do agro, torna-se possível transformar dados territoriais em relacionamento, colaboração e geração de valor para quem está no campo. O amendoim paulista já tem força produtiva. O próximo passo é ampliar a força da conexão entre todos os agentes que fazem essa cadeia acontecer.

Seguro Rural: o que muda com a nova legislação e por que o produtor deve prestar atenção Poucas atividades econômicas c...
Seguro Rural: o que muda com a nova legislação e por que o produtor deve prestar atenção Poucas atividades econômicas convivem com um nível de risco tão elevado quanto o agronegócio. Diferentemente de outros setores, o produtor rural está exposto simultaneamente a fatores climáticos, sanitários, logísticos, financeiros e de mercado, muitos deles completamente fora de seu controle. Nesse cenário, o seguro rural deixa de ser apenas uma opção e passa a ser uma importante ferramenta de gestão. Nos últimos anos, o tema ganhou ainda mais relevância em razão dos eventos climáticos extremos que têm afetado diversas regiões do Brasil. Secas prolongadas, geadas, enchentes, vendavais e oscilações climáticas cada vez mais imprevisíveis reforçaram a necessidade de mecanismos capazes de oferecer maior proteção ao produtor e garantir a continuidade da atividade rural. É justamente nesse contexto que surgem as discussões envolvendo a modernização da legislação relacionada ao seguro rural. O objetivo é tornar o sistema mais eficiente, ampliar a participação do mercado segurador, aumentar a segurança jurídica das operações e estimular a utilização desse instrumento como parte integrante da gestão da propriedade. Entretanto, é importante compreender que a simples contratação de uma apólice não elimina riscos. O seguro rural exige atenção técnica e jurídica. Muitas das discussões envolvendo indenizações decorrem não da ocorrência do sinistro em si, mas da interpretação das coberturas contratadas, das exclusões previstas na apólice ou da documentação apresentada pelo segurado. Por isso, antes da contratação, o produtor deve analisar cuidadosamente aspectos como riscos cobertos, limites de indenização, franquias, obrigações acessórias, exigências documentais e hipóteses de exclusão. O momento de compreender a extensão da cobertura é antes do problema ocorrer, e não após o evento que gerou o prejuízo. Outro ponto relevante é que o seguro rural não deve ser visto apenas como proteção patrimonial. Em muitos casos, ele influencia diretamente o acesso ao crédito, a obtenção de melhores condições financeiras e a própria capacidade de investimento da atividade. Quanto maior a previsibilidade dos riscos, maior tende a ser a confiança de instituições financeiras e investidores. Além disso, o fortalecimento do mercado de seguros rurais contribui para a estabilidade de toda a cadeia do agronegócio. Um ambiente em que produtores possuem mecanismos eficientes de proteção é também um ambiente mais seguro para fornecedores, cooperativas, tradings, agroindústrias e agentes financeiros. A realidade demonstra que os eventos climáticos continuarão existindo. O que pode mudar é a forma como o produtor se prepara para enfrentá-los. E preparação, no agronegócio moderno, significa combinar produção, gestão, tecnologia e proteção. O seguro rural não impede a ocorrência de perdas. Mas pode ser o fator decisivo entre a recuperação da atividade e um prejuízo capaz de comprometer anos de trabalho. Até a próxima semana.

A crise dos preços das commodities: produzir mais nem sempre significa lucrar mais O agronegócio brasileiro é marcado p...
A crise dos preços das commodities: produzir mais nem sempre significa lucrar mais O agronegócio brasileiro é marcado por ciclos. Há momentos de expansão, margens elevadas e forte valorização das commodities. Em outros, o produtor rural se vê diante de uma realidade mais desafiadora, na qual o aumento da produção não é necessariamente acompanhado pelo aumento da rentabilidade. O cenário atual parece caminhar justamente nessa direção. Após anos de preços elevados impulsionados por fatores como a pandemia, conflitos geopolíticos e desequilíbrios nas cadeias globais de abastecimento, diversas commodities agrícolas passaram a enfrentar um movimento de acomodação e, em alguns casos, de queda significativa de preços. Enquanto isso, muitos custos de produção permanecem elevados, comprimindo margens e exigindo maior eficiência na gestão da atividade rural. Nessas circunstâncias, torna-se necessário romper com uma ideia que por muito tempo predominou no setor: a de que produzir mais é sempre a melhor resposta para os desafios econômicos. Evidentemente, produtividade continua sendo fundamental. Contudo, em momentos de mercado pressionado, a diferença entre lucro e prejuízo costuma estar muito mais relacionada à gestão do negócio do que ao volume produzido. É justamente nesse contexto que a segurança jurídica assume papel estratégico. Contratos de compra e venda futura, operações de barter, Cédulas de Produto Rural (CPRs), financiamentos, arrendamentos e parcerias agrícolas precisam ser analisados com atenção redobrada. Oscilações de mercado podem gerar dificuldades no cumprimento de obrigações assumidas em cenários econômicos distintos, aumentando o risco de conflitos e litígios. O produtor rural moderno precisa enxergar sua propriedade não apenas como uma unidade produtiva, mas também como uma empresa. Isso significa acompanhar indicadores financeiros, controlar custos, revisar contratos, avaliar riscos e planejar decisões de médio e longo prazo. Em tempos de margens apertadas, a gestão eficiente passa a ser tão importante quanto a capacidade produtiva. Outro aspecto que merece reflexão é a necessidade de cautela diante de decisões tomadas por impulso. Em períodos de incerteza, é comum surgirem ofertas de crédito, renegociações e alternativas financeiras aparentemente vantajosas. No entanto, cada operação deve ser analisada de forma individualizada, considerando seus impactos patrimoniais, tributários, financeiros e jurídicos. A história do agronegócio brasileiro demonstra que os momentos de dificuldade sempre fizeram parte da atividade. O que diferencia os produtores que atravessam esses períodos com maior segurança é justamente a capacidade de combinar produção, gestão e estratégia. No agro, os ciclos de mercado são inevitáveis. A forma como nos preparamos para enfrentá-los é o que define nossa capacidade de crescer, mesmo diante das adversidades. Até a próxima semana.

As exportações de alimentos tornaram-se uma das medidas mais claras do poder econômico global. Este gráfico mapeia os 3...
As exportações de alimentos tornaram-se uma das medidas mais claras do poder econômico global. Este gráfico mapeia os 30 maiores exportadores de alimentos do mundo usando dados da Organização Mundial do Comércio. Juntos, esses países representam mais de 80% do mercado global de exportação agrícola de US$ 1,5 trilhão. Os dados também revelam o quão concentrado o suprimento global de alimentos realmente é. Um grupo relativamente pequeno de países agora desempenha um papel descomunal na alimentação do mundo, tornando o comércio agrícola cada vez mais estratégico à medida que os custos de transporte, os preços dos fertilizantes e as tensões geopolíticas aumentam. Os 30 maiores exportadores de alimentos Um grupo relativamente pequeno de países agora fornece uma grande parte dos alimentos comercializados no mundo. Somente os 10 maiores exportadores representam quase metade das exportações agrícolas globais, dando a um punhado de economias uma enorme influência sobre os preços globais dos alimentos e as cadeias de suprimentos. 15 Entradas por página Busca: Rank País Agricultura Exportações (2024) Compartilhar Total Global Região 1 🇺🇸 US $ 181,3B 12,1% América do Norte 2 🇧🇷 Brasil $144,4B 9,7% América do Sul 3 🇨🇳 China $74,8B 5,0% Ásia 4 🇨🇦 Canadá US$ 66,3B 4,4% América do Norte 5 🇲🇽 México $49,9B 3,3% América do Norte 6 🇮🇩 Indonésia $49,7B 3,3% Ásia 7 🇦🇺 Austrália US$ 45,8B 3,1% Oceania 8 🇮🇳 Índia $45,5B 3,0% Ásia 9 🇹🇭 Tailândia US$ 41,8 bilhões 2,8% Ásia 10 🇫🇷 França $38,7B 2,6% Europa 11 🇳🇱 Países Baixos $37,3B 2,5% Europa 12 🇦🇷 Argentina $34,8B 2,3% América do Sul 13 🇲🇾 Malásia $33,5B 2,2% Ásia 14 🇹🇷 Türkiye $31,4B 2,1% Oriente Médio 15 🇬🇧 Reino Unido $30,9B 2,1% As Américas formam o núcleo do sistema global de comércio de alimentos. Os EUA, o Brasil, o Canadá e o México representam coletivamente quase 30% das exportações agrícolas globais, abrangendo desde grãos e carne até alimentos processados e oleaginosas. Enquanto isso, várias economias populosas estão abaixo do esperado. Apesar de ser o maior produtor agrícola do mundo, a China está muito atrás dos EUA e do Brasil em valor de exportação, refletindo quanto de sua produção é consumida internamente. Economias da Ásia-Pacífico desempenham papéis especializados Enquanto as Américas dominam o valor geral das exportações, várias economias da Ásia-Pacífico desempenham papéis críticos em cadeias de suprimentos agrícolas específicas. A Austrália está entre os maiores exportadores de alimentos do mundo graças às suas principais exportações de carne bovina, trigo e cevada, tornando-se um importante fornecedor em toda a Ásia. A Indonésia, por sua vez, é uma potência global nas exportações de óleo de palma, um dos ingredientes alimentares mais utilizados no mundo. Juntos, esses países destacam como o comércio global de alimentos depende não apenas da escala agrícola, mas também da especialização regional. A Europa continua a ser uma potência de exportação de alimentos Os maiores exportadores de alimentos da Europa competem menos em escala e mais em especialização, eficiência e produtos agrícolas de alto valor. A Holanda se destaca em particular. Apesar de seu pequeno tamanho, ele se classifica como o 11º maior exportador de alimentos do mundo graças à agricultura altamente eficiente, à agricultura avançada de efeito estufa e ao seu papel como um importante centro comercial para a Europa. A França e a Alemanha também permanecem líderes globais por meio de exportações que vão desde grãos e laticínios até alimentos e bebidas processados. Juntos, a Europa destaca outro lado do comércio global de alimentos: o domínio não é apenas sobre o tamanho das terras agrícolas, mas também sobre logística, tecnologia e infraestrutura da cadeia de suprimentos. Por que as exportações de alimentos estão se tornando mais estratégicas As recentes interrupções no transporte marítimo e os custos mais altos de energia estão aumentando a pressão nas cadeias globais de fornecimento de alimentos. Como a agricultura depende muito das redes de combustível, fertilizantes e frete, a instabilidade geopolítica pode aumentar rapidamente os custos de produção e transporte em todo o mundo. Essa dinâmica está aumentando a importância estratégica dos principais exportadores de alimentos, como EUA, Brasil, Canadá e Austrália, que têm escala e infraestrutura para permanecerem fornecedores confiáveis durante períodos de interrupção.

Prevenção de litígios no agronegócio: conflito caro, prevenção inteligente O agronegócio brasileiro evoluiu em produtiv...
Prevenção de litígios no agronegócio: conflito caro, prevenção inteligente O agronegócio brasileiro evoluiu em produtividade, tecnologia e capacidade financeira. Mas existe um ponto que ainda recebe pouca atenção em muitas operações: a prevenção de conflitos. No agro, grande parte dos litígios nasce de relações mal estruturadas. Contratos genéricos, ausência de formalização adequada, negociações informais, falta de critérios objetivos e desalinhamento entre expectativa e obrigação acabam criando um ambiente propício para disputas longas e custosas. E o problema não está apenas no conflito em si. Está no desgaste da relação comercial, na paralisação da operação, no comprometimento financeiro e, muitas vezes, na perda de parceiros estratégicos construídos ao longo de anos. O produtor rural moderno precisa compreender que prevenção jurídica não é burocracia. É gestão. Empresas organizadas juridicamente reduzem riscos, aumentam previsibilidade e fortalecem sua posição perante bancos, investidores, fornecedores e mercado. Isso vale para contratos agrários, arrendamentos, parcerias rurais, fornecimento de insumos, barter, integração agroindustrial, armazenagem, transporte, operações financeiras e relações societárias familiares. Quanto maior a operação, maior a necessidade de governança e estrutura preventiva. Hoje, mecanismos como mediação, arbitragem e cláusulas escalonadas de negociação vêm ganhando espaço no agronegócio justamente por permitirem soluções mais rápidas, técnicas e menos destrutivas para os negócios. Litígio prolongado raramente beneficia alguém no campo. Existe uma frase muito comum no meio empresarial que se aplica perfeitamente ao agro: contrato ruim costuma parecer barato até surgir o problema. Depois disso, o custo normalmente é muito maior. O futuro do agronegócio pertence não apenas a quem produz mais, mas também a quem protege melhor suas relações, seu patrimônio e sua atividade. No agro moderno, prevenir conflito não é sinal de desconfiança. É sinal de maturidade empresarial.

Rentabilidade das Lavouras no Brasil para 2026: Soja, Milho, Algodão e Sorgo Para a safra de 2026 no Brasil, a análise ...
Rentabilidade das Lavouras no Brasil para 2026: Soja, Milho, Algodão e Sorgo Para a safra de 2026 no Brasil, a análise de rentabilidade por hectare aponta o **sorgo** como a cultura com a melhor relação risco-retorno, destacando-se como uma alternativa estratégica frente às margens apertadas da soja e à alta volatilidade do milho. O algodão, por sua vez, mantém o potencial de maior lucro, mas com custos e riscos financeiros elevados. A escolha da cultura mais lucrativa depende diretamente da região, do sistema de produção, do nível tecnológico e da capacidade de gestão de riscos do produtor. Análise Comparativa por Cultura 1. Sorgo: A Melhor Relação Risco-Retorno O sorgo desponta como a opção mais promissora para 2026, especialmente em áreas de segunda safra (safrinha). Rentabilidade: Relatos de lavouras no Rio Grande do Sul indicam uma rentabilidade líquida superior a R$ 2.000 por hectare. Vantagens: Apresenta um custo de produção inferior ao do milho, maior tolerância à seca e flexibilidade na janela de plantio. A demanda crescente, impulsionada pelo uso em etanol e ração animal, garante maior liquidez e segurança ao produtor. 2. Algodão: Alto Potencial, Alto Risco Em regiões tradicionais e com alta tecnologia (como Mato Grosso e Bahia), o algodão pode gerar a maior margem de lucro por hectare. Rentabilidade: Potencialmente a mais alta entre os grãos, mas altamente variável. Desafios: Exige o maior custo de produção, gestão intensiva e alto capital de giro. O cenário para 2026 é de pressão devido a preços internacionais em baixa, tornando-o um investimento de alto risco financeiro. 3. Soja: Base do Sistema com Margens Apertadas A soja continua sendo a "âncora econômica" para a maioria das propriedades, oferecendo liquidez e um mercado consolidado. No entanto, a rentabilidade está sob forte pressão. Rentabilidade: Projeções para a safra 2025/26 indicam uma margem de lucro muito estreita, em torno de R$ 244 por hectare. Cenário: Analistas alertam para uma das piores margens de lucro dos últimos anos, resultado da combinação de custos de produção elevados e preços de mercado estáveis ou em queda. 4. Milho: Alta Volatilidade e Risco Climático A lucratividade do milho é a mais incerta, podendo variar de um lucro significativo a prejuízo, dependendo do clima e do mercado. Rentabilidade: Extremamente volátil. A rentabilidade da safrinha, que representa a maior parte da produção, está diretamente ligada ao risco de seca ou geadas. Comparativo: Em áreas com maior risco climático, o sorgo frequentemente se mostra uma opção mais segura e rentável, pois seu menor custo de produção ajuda a proteger a margem de lucro em anos de produtividade mais baixa. Conclusão Para 2026, o sorgo se apresenta como a escolha estratégica com maior potencial de resultado financeiro positivo ajustado ao risco. A soja e o milho enfrentam um período desafiador com margens comprimidas, exigindo máxima eficiência do produtor para garantir lucro. O algodão segue como uma cultura de nicho para produtores capitalizados e com gestão especializada.

Crédito rural e securitização: o agro moderno exige capital inteligente O agronegócio brasileiro deixou de depender exc...
Crédito rural e securitização: o agro moderno exige capital inteligente O agronegócio brasileiro deixou de depender exclusivamente do crédito rural tradicional. O crescimento do setor, aliado à sofisticação das operações, fez surgir uma nova realidade: o agro moderno exige capital estruturado, previsibilidade financeira e inteligência jurídica. Hoje, instrumentos como CRA, CPR, Fiagro, barter, fundos estruturados e operações de securitização já fazem parte da rotina de produtores, cooperativas, agroindústrias e empresas da cadeia produtiva. O problema é que muitos ainda utilizam esses mecanismos sem compreender integralmente seus riscos jurídicos e financeiros. A securitização, por exemplo, transformou-se em uma importante ferramenta de expansão do crédito no agronegócio. Em termos simples, ela permite transformar recebíveis futuros do agro em ativos financeiros negociáveis, ampliando liquidez e capacidade de investimento. O conceito é moderno, eficiente e necessário. Mas exige cautela. O mercado financeiro busca previsibilidade. E previsibilidade depende diretamente de segurança jurídica. Operações mal estruturadas, garantias frágeis, ausência de governança documental ou inconsistências contratuais podem comprometer toda a operação, gerar litígios e afastar investidores. O produtor rural moderno precisa compreender que crédito não pode ser analisado apenas pelo acesso imediato ao recurso financeiro. É necessário avaliar custo efetivo, garantias oferecidas, impacto patrimonial, riscos de execução e sustentabilidade da operação no médio e longo prazo. Outro ponto importante é que o agro brasileiro passou a dialogar diretamente com o mercado de capitais. Isso muda completamente o nível de exigência sobre transparência, compliance, governança e organização documental. O produtor que deseja crescer de forma estruturada precisará cada vez mais estar preparado para esse novo ambiente. O crédito continuará sendo um dos motores do agronegócio. Mas o futuro pertence aos produtores e empresas que souberem unir produção, gestão, tecnologia e estrutura jurídica eficiente. No agro, capital é importante. Mas capital com segurança jurídica é o que realmente sustenta crescimento duradouro.

Inteligência Artificial no Agronegócio: oportunidades, riscos e limites jurídicos A inteligência artificial deixou de s...
Inteligência Artificial no Agronegócio: oportunidades, riscos e limites jurídicos A inteligência artificial deixou de ser promessa e passou a integrar a rotina do agronegócio. Hoje, produtores, agroindústrias e empresas do setor utilizam tecnologia para previsão climática, análise de solo, gestão de insumos, monitoramento de safras e tomada de decisão estratégica. O ganho de eficiência é inegável. O problema é que o risco jurídico ainda é subestimado. A pergunta central não é mais se a tecnologia funciona, mas quem responde quando ela falha. Se um algoritmo indicar o momento errado de plantio, se um sistema automatizado comprometer uma operação ou se uma decisão baseada em dados gerar prejuízo relevante, quem assume essa responsabilidade? O produtor, o fornecedor da tecnologia ou ambos? O agronegócio brasileiro ainda não internalizou completamente esse debate. Muitos contratos que envolvem tecnologia continuam genéricos, sem delimitação clara de responsabilidade, sem critérios técnicos de desempenho e, principalmente, sem previsão de contingências. Isso cria um ambiente de insegurança que pode comprometer ganhos operacionais relevantes. A inteligência artificial não elimina riscos. Ela apenas os transforma. Sai o risco operacional tradicional e entra o risco tecnológico, contratual e informacional. E esse novo risco exige tratamento jurídico adequado. Outro ponto sensível é o uso de dados. No agro, dados são ativos estratégicos. Informações sobre produtividade, solo, clima e performance operacional possuem valor econômico relevante. A ausência de regras claras sobre titularidade, uso, compartilhamento e proteção desses dados pode gerar conflitos relevantes no futuro. Além disso, há um fator silencioso: a dependência tecnológica. Quanto maior a integração entre operação e tecnologia, maior a vulnerabilidade em caso de falha, indisponibilidade ou ruptura contratual com o fornecedor. O produtor rural moderno precisa compreender que tecnologia sem estrutura jurídica é uma aposta. E o agronegócio não é um ambiente onde decisões podem ser tomadas com base em aposta. Minha proposta é simples: inovar, sim, mas com segurança. Isso passa por contratos bem estruturados, definição clara de responsabilidades, gestão de dados e mecanismos de mitigação de risco. No agro, a tecnologia veio para ficar. A questão é se ela será utilizada como ferramenta de crescimento ou como fonte de novos passivos.

No agronegócio, contrato fraco não combina com negócio forte. O agro brasileiro cresceu, profissionalizou-se, incorporo...
No agronegócio, contrato fraco não combina com negócio forte. O agro brasileiro cresceu, profissionalizou-se, incorporou tecnologia, ampliou mercados e passou a operar em cadeias cada vez mais complexas. Ainda assim, muitas relações jurídicas continuam sendo formalizadas com modelos antigos, cláusulas genéricas ou, em alguns casos, apenas pela confiança construída entre as partes. A confiança é importante, mas não substitui segurança jurídica. Faço esta primeira coluna também como apresentação. Sou Presidente da Comissão do Agonegocio da OAB em São José do Rio Preto/SP, advogado com 20 anos de carreira e com especializações em Direito e Processo do Trabalho, Direito e Processo Civil e Direito Empresarial e Gestão de Tributos, formações que aplico diretamente às demandas do agronegócio. Minha ligação com o campo, porém, vem de antes da advocacia. Sou bisneto, neto, filho e irmão de produtores rurais, vindo do interior de São Paulo, com a convicção de que o conhecimento técnico precisa dialogar com a realidade prática de quem planta, cria, produz, industrializa, transporta e movimenta o agro todos os dias. A verdade é simples: quem não organiza juridicamente suas relações assume riscos que poderiam ser evitados. Contratos agrários, parcerias rurais, arrendamentos, fornecimento de insumos, compra e venda futura, prestação de serviços e relações com agroindústrias precisam ser pensados com precisão. Não basta copiar modelo. Não basta “sempre fizemos assim”. O custo da informalidade costuma aparecer quando há quebra de safra, inadimplência, mudança de preço, divergência sobre área, produtividade, prazo ou responsabilidade. O produtor rural moderno não pode enxergar o contrato como burocracia. Contrato é ferramenta de gestão. É instrumento de proteção patrimonial, previsibilidade econômica e preservação de relações comerciais. Um contrato bem elaborado não nasce para criar conflito, mas para impedir que ele aconteça. Também é preciso superar a ideia de que todo problema deve terminar no Judiciário. O agro exige soluções rápidas, técnicas e compatíveis com sua dinâmica econômica. Por isso, cláusulas de negociação, mediação, arbitragem e comitês técnicos podem ser decisivas em operações mais complexas. Prevenir litígios é mais inteligente do que gastar anos tentando resolvê-los. Minha proposta nesta coluna será tratar o agronegócio com a seriedade que ele merece: antes, dentro e depois da porteira. Falaremos de direito, negócios, tecnologia, sucessão, riscos trabalhistas, contratos, crédito, governança e inovação, sempre com foco prático. No agro, segurança jurídica não é luxo. É estratégia. E quem compreende isso protege melhor sua produção, sua empresa, sua família e o futuro do próprio negócio. Todos os domingos estaremos juntos! #oagronaopara #agronegocio #lucasdeoliveira #direito&agronegocio #doeflaw #alyss_somosagro

É com enorme prazer que recebemos na comunidade Alyss o Dr. Lucas de Oliveira - presidente da Comissão do Agronegócio e ...
É com enorme prazer que recebemos na comunidade Alyss o Dr. Lucas de Oliveira - presidente da Comissão do Agronegócio e Direito Agrário da OAB São José do Rio Preto - SP. Como grande especialista será nosso colunista permanente para abordar o tema Direito no agronegócio.

Startups agropecuárias estão mais espalhadas pelo País O crescimento no número de empresas emergentes de base tecnológica no setor agropecuário desacelera e a concentração geográfica começa a diminuir com o avanço em regiões importantes da produção. Essas são algumas das conclusões da sexta edição do Radar Agtech Brasil. O levantamento feito pela Embrapa, SP Ventures e Homo Ludens referente ao ano de 2025 retrata o ecossistema de inovação no agro, com foco em ambientes de inovação, startups e investidores. Os dados mostram que o Sul ultrapassou o Sudeste, tornando-se a região com maior número de ambientes de inovação. Dos 390 ambientes mapeados no País, 37,18% estão no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e 32,82% em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. um planejamento para isso, para criar condições para que as startups iniciem”, analisa Favarin. A Região Sudeste possui maior número de hubs, aceleradoras e ecossistemas com governança, o que mostra uma fase mais avançada de maturidade em relação à Região Sul. Enquanto uma está focada na aceleração e no desenvolvimento de negócios, a outra enfoca as etapas iniciais da formação das startups. das startups analisadas. A inteligência artificial é amplamente disseminada entre as agtechs — 83% das empresas utilizam IA em seus processos ou produtos, e 35% delas têm a IA como núcleo da proposta de valor. “Esse dado sinaliza que a tecnologia digital deixou de ser diferencial pontual e passou a constituir camada estrutural do modelo de negócio”, afirma Aurélio Favarin.

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo acaba de divulgar que as Rotas do Vinho de São Paulo cresceram! 🍷 SP acaba de lançar a 2ª edição do guia das Rotas do Vinho do Estado de São Paulo. Agora são 87 destinos espalhados por 38 municípios paulistas. O que você encontra nas rotas: * 22 novos destinos para explorar; * Experiências gastronômicas e culturais; * Vinícolas premiadas e paisagens incríveis no nosso interior. O agro paulista não para de crescer, movimentando a economia local e valorizando o que é nosso. Que tal planejar o próximo brinde em uma vinícola de SP? https://www.rotasdovinho.sp.gov.br/rotas

Segundo Geraldo Melo Filho - Secretario da Agricultura e Abastecimento de SP a sanidade animal deixou de ser apenas uma agenda técnica e passou a ocupar o centro das prioridades do Estado de São Paulo. Mercados internacionais não avaliam apenas a ausência de doenças, mas também a capacidade institucional de lidar com eventuais ocorrências. A estruturação do Fundesa-PEC pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento é uma resposta antecipada a isso e será a garantia de sustentabilidade na nossa pecuária.

O Professor Marcos Fava Neves (sempre êle) montou este gráfico que mostra a impressionante evolução do agronegócio brasileiro nos últimos 10 anos. Estude-o com atenção e perceba o quanto a ciência, a tecnologia e a iniciativa através do duro trabalho no campo geraram de riqueza. E continuarão gerando.


