
Minerais críticos também são pauta do agronegócio O Senado aprovou o PL nº 2.780/2024, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. Encaminhado à sanção em 4 de setembro, o texto prevê até R$ 7 bilhões em instrumentos de incentivo, além de rastreabilidade, pesquisa tecnológica e estímulo ao processamento mineral no Brasil. A conexão com o campo é direta. A proposta considera críticos os minerais cuja escassez possa afetar a segurança alimentar. Na classificação federal adotada desde 2021, fosfato, potássio, enxofre e molibdênio já aparecem como estratégicos devido à elevada dependência brasileira de importações — todos relacionados à cadeia de fertilizantes. Ampliar a produção nacional pode reduzir vulnerabilidades cambiais, logísticas e geopolíticas que hoje chegam ao produtor pelo preço dos insumos. Mas o resultado não será automático: os projetos dependerão de regulamentação, cadastro, habilitação, capital privado, tecnologia e licenciamento ambiental juridicamente seguro. Também será necessária governança equilibrada. O novo conselho não pode gerar sobreposição de competências, decisões imprevisíveis ou burocracia capaz de afastar investimentos. Segurança estratégica exige presença institucional, mas também regras claras, análise técnica e respeito aos contratos. Sem minerais, não há fertilizantes; sem fertilizantes, a segurança alimentar fica exposta. Transformar o potencial geológico brasileiro em insumos competitivos é fortalecer a soberania de quem produz e de um país que alimenta o mundo. #MineraisEstratégicos #Fertilizantes #SegurançaAlimentar #Agronegócio #SegurançaJurídica Fonte: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2026/09/02/senado-aprova-politica-nacional-para-minerais-criticos-e-estrategicos

